Carta aberta à minha mãe
Oi, mãe! Acho que você já sabe quem está falando né?! Do mesmo jeito que você falava comigo na barriga, eu também falo com você, por mais que ainda não possa ouvir ou me entender.
Sabe, mãe, eu fico daqui só te observando: o quanto você tem se desdobrado por mim esses dias. Embora você ache que não há reconhecimento, mamãe, eu estou aqui observando tudo e serei eternamente grato por isso.
Aliás, mãe, quero te dizer que eu também sinto as suas emoções. Percebo quando, cheia de medos, me leva pra fazer algo pela primeira vez. Percebo também seu orgulho ao me ver fazer algo diferente. Leio seu sorriso, respiro o seu ar, e sei bem quando você está prestes a se irritar.
Tá tudo bem, mamãe, se você se cansar. Eu não me chateio porque me esforço para entender. Sei que eu cheguei, te tirei da rotina e totalmente do controle. Mas sei também que você vai se adaptar.
Tá tudo bem se precisar chorar, mamãe. Tudo bem se quiser descansar. Porque eu estarei aqui olhando nos seus olhos sempre que me amamentar.
Aliás, mãezinha, pouco importa se você me da leite do peito ou da mamadeira. Eu sei que, independente do leite que seja, lá o amor estará!
E quando você se preocupar com o seu corpo, saiba que não ligo mamãe! Se está magra ou gorda, sei que sinto o colinho quentinho a me ninar.
Espero, mamãe, que ao me olhar dormindo, você se lembre que aquela noite tranquila (ou nem sempre) de sono só está acontecendo graças a você. Ao quanto se dedicou, se doou e se comprometeu para que todo meu dia desse certo. E mesmo quando da errado, você está lá para me cuidar.
Quando se preocupar com seu cabelo, com as suas olheiras ou com as suas unhas, lembrem-se que pra mim o que importa é o seu sorriso. E todo amor que ha no seu olhar!
Por isso, mamãe, eu te agradeço por me sonhar, se doar e me ter. Eu só posso ser grato por ser você!