Desde que me conheço por gente - e que tenho o sonho de ser mãe - ouço essa frase é passei a vida inteira questionando a sua veracidade. Hoje, por conviver com muitas mães, comprovo o quão essa frSs tem peso nas suas rotinas. Mas será ela verdadeira ou uma mera reprodução daquilo que ouvimos passar de geração a geração?

Há - pouco - tempo atrás, as mulheres eram criadas para procriar. Apenas. Não tinham grandes ideais, não pensavam em carreira, zero autonomia para viagens e sem nem sequer pensar em uma vida para chamar de sua. Após o casamento, a individualidade das mulheres praticamente acabava. E elas viviam para seus filhos, marido e família.

Porém, a humanidade evoluiu. A sociedade mudou. As mulheres passaram a ocupar um espaço que era majoritariamente dos homens e adquiriram sua liberdade, independência e autonomia. Isso nos gerou um acúmulo de tarefas e funções? SIM! Mas ainda assim nós “empoderou” enquanto indivíduos.

Acontece que atualmente maternamos ainda com a mentalidade das nossas gerações passadas. Instintivamente, claro que queremos estar ao lado das nossas crias. Porém, não podemos abrir mão do que conquistamos e que nos faz relativamente bem - as vezes até nos válida enquanto mulheres.

Por isso, ao notarmos dentro de nós um pequeno movimento ou pequeno desejo de voltar as nossas atividades cotidianas e resgatar - nem que seja parte - de quem éramos antes de sermos mães, não sentimos culpadas. Mas é hora de nos questionarmos: será que essa culpa é essencialmente nossa ou a herdamos de gerações anteriores sem ao menos colocá-la em cheque?

Vale então você olhar pra dentro de si e, se for i caso, assumir seu desejo de retomar sua rotina, independente do que isso signifique: voltar a trabalhar ou cuidar do seu corpo ou viajar ou sair para passear ou manter suas amizades. Admitir que você quer preservar o seu tempo - um tempo que é seu por direito - faz bem pra si e é super positivo para sua saúde mental. Cuidado com o que você pensa e como você se julga! Tome suas decisões e deixe a culpa lá atrás, para as outras gerações. E tudo bem...