É histórico e cultural. Infelizmente vivemos numa sociedade na qual aprendemos que as tarefas domésticas e os cuidados com os filhos são de responsabilidade das mães. Mas eu venho aqui desmitificar essa história...

Ao longo dos anos, nos mulheres viemos acumulando funções. Sem delegar nada, além das responsabilidades domésticas e maternas, absorvemos responsabilidades profissionais, financeiras e emocionais.

Cada vez nos cobramos mais: de dar conta de tudo, de fazer tudo, e de que tudo saia perfeito. Mas isso, além de impossível, é injusto.

O homem ocupa o mesmo espaço na casa. “Fez” o filho tanto quanto nós (e ainda saímos na “desvantagem” de carregá-lo e amamenta- lo, tarefas essas sim que são exclusivas da mãe (contém sarcasmo entre as aspas, tá?!).

Portanto, ele deve se encarregar de tarefas pertinentes a sua casa e aos seus filhos também. Independente de esse pai estar presente ou não (no caso de mãe solo), ele precisa cumprir o seu papel, não só de pai, mas de homem também! .

Cabe a nós, mulheres, pararmos de servir os nossos parceiros como se fôssemos suas subordinadas. Podemos sim querer agradá-los ou compartilhar as tarefas, mas não precisamos fazer por e para eles. .

Cabe a nós, mães, pararmos de supervalorizar um homem porque ele “ajuda”. Devemos valorizá-lo sim, por termos um parceiro, um companheiro. Mas jamais por ele cumprir com obrigações que também são suas. .

Cabe a nós, país, criarmos os nossos filhos para serem homens íntegros, dignos, que assumem seus papéis de forma digna em qualquer relação que se encontrarem. .

Vamos parar de falar que o pai “ajuda”. Ele não ajuda... Apenas cumpre seu papel.