O luto da maternidade
Parece pesado né? A ideia é essa. Embora não seja a proposta... Para quem não me conhece, sou Santa Maria, psicóloga especialista em mães, master coach em programação neurolinguística, três pós graduações, várias formações e dois cursos internacionais imersivos vivenciais. O que isso conta na maternidade? Nada! Sou mãe. Como a minha, como a sua, como você.
Esse tema abre as portas para nós, mães, falarmos da maternidade real: aquela que é boa, mas que dói, que sangra, que rasga e que traz perdas. Aquela que está longe da que idealizam, romantizam, pregam e esperam de nós. Aquela que, inclusive, difere muito da que cobramos umas das outras. Aquela que está longe do que sonhamos, embora seja a realização do nosso sonho. Eu sempre quis ser mãe. Era meu sonho de vida. Inclusive, emagreci com essa motivação - mas isso é assunto para um outro livro.
Sabia que fazer filho era a coisa mais fácil, mas não exatamente o que eu queria.
Fiquei casada por 7 anos e não aconteceu. Tive várias relações sem prevenção, e não aconteceu. Até que, beirando os 40, em uma recém relação, a notícia tão sonhada: o positivo do teste de farmácia. .
Lembro como se fosse hoje: antes mesmo da menstruação atrasar eu já sabia. Um dia inteiro de cólicas no baixo ventre, peitos que doíam com a água do chuveiro e a emoção a flor da pele - inclui-se nesse “diagnóstico” idas ao hospital com suspeita de crises de rim!
Com a notícia mais esperada, a avalanche de alegria e felicidade - sim, eu sei que nem sempre é assim! Mas com o tempo, os medos foram dando as caras! E as perdas começaram a ser vivenciadas...